This site uses cookies. To browse the site you are consenting to their use. Learn more about cookies. close

Notícias & Eventos


'O sonho de Johnny', crónica de João Paulo Martins para a revista Vinhos Grandes Escolhas
O sonho de Johnny
A Churchill começou por ser uma empresa de Vinho do Porto, a isso “obrigava” a tradição familiar do produtor. A família Graham foi em tempos proprietária da quinta dos Malvedos mas a venda da empresa à família Symington no início dos anos 60 fez com os Graham ficassem desligados das quintas do Douro. Mas Johnny Graham acabou por criar a sua própria empresa – a Churchill Graham que, adquiriu em 1999 a quinta da Gricha, na margem sul do rio, uns quilómetros acima do Pinhão. À data a Churchill já tinha uma quinta na zona do rio Torto mas a aquisição da Gricha e a possibilidade de se adquirirem mais parcelas contíguas levou a que a quinta do Torto fosse vendida. Ficaram agora 50 hectares dos quais cerca de 35 são ocupados por vinha.
Começámos por conhecer a marca Quinta da Gricha e Churchill Estates. O tinto Quinta da Gricha é feito em lagar de inox, faz maloláctica em casco novo de 500 l e fica aí 12 a 15 meses. Já o Gricha é um tinto que vem de uma vinha que tem mais consistência de qualidade e a opção foi fazer um tinto mais “borgonhês”, com menos concentração e mais elegância. Fermenta até meio com as massas e a segunda parte, após separação das massas, é feita em casco. Um modelo para seguir no futuro. São para já 3000 as garrafas produzidas. Há também uma nova marca – Talhão 8 – da qual se fizeram apenas 5000 garrafas. Foi vinificado em lagares robóticos em duas adegas alugadas na zona da Pesqueira. É a primeira vez que a empresa isola um talhão de vinha numa garrafa, mas a ideia é continuar. A vinha foi plantada em 2000, produz pouco, tem uma exposição norte e o vinho, mais aberto e mais delicado, espelha exactamente essa localização. O enólogo Ricardo Nunes que nos recebeu, salienta que “com as leveduras indígenas do vinho do Porto a fermentação é mais lenta e a temperatura não sobe muito, o que é uma vantagem”. Do vintage Quinta da Gricha fizeram-se 6000 garrafas, já o vintage Churchill chegou às 40 000.
Na quinta existia uma casa, velha e em muito mau estado mas, recordo bem, o suficientemente acolhedora para ali termos feito provas e almoçado, há talvez cerca de 20 anos. A quinta terá em breve a área alargada com mais 5 ha de vinhedos onde serão plantadas entre 10 a 15 castas, o que permitirá no futuro fazer um field blend. A casa foi objecto de restauro – com um bom-gosto que merece aplauso – e reúne agora todas as comodidades que ajudaram a que se tenha transformado também em posto de enoturismo com estadia, para já com quatro quartos mas com perspectiva de alargamento.
Na quinta produz-se Porto mas também DOC Douro. Há vinhos que não incluem o nome quinta porque as uvas são adquiridas a lavradores mas, como salientou Ricardo, “compramos todas as uvas aos nossos lavradores (cerca de 15) e não apenas as que estão incluídas no benefício”. Fiel à tradição, Johnny, agora com o apoio de Ricardo, mantém a tradicional pisa a pé em lagares para fazer o vinho do Porto. Quando visitei a quinta, em Outubro, estavam a entrar as últimas cargas da vindima, neste caso de Touriga Nacional. Para Ricardo, esta é a zona por excelência da Touriga Nacional e Touriga Franca e menos Tinta Roriz. Com uma exposição suave a norte (o que é normal em muitas parcelas da margem esquerda do rio), conseguem-se maturações muito boas e estão a ter bons resultados também com algum Sousão que plantaram em pequena quantidade, ainda assim “cremos que será melhor para Porto do que para Douro”, diz Ricardo. Das uvas da quinta é possível fazer uma hierarquia em três níveis: as uvas de topo destinam-se a Porto vintage e single quinta vintage, a vinhos de reserva que irão originar tawnies de 20 e 30 anos e um pouco para Crusted que é, normalmente, um lote de 2 anos de vintage; o segundo nível destina-se a LBV e reservas para tawnies 10 anos; no terceiro patamar encontramos os vinhos que se destinam a Finest Ruby e tawny Reserva. A Churchill Graham exporta cerca de 70% da produção.
Sendo ainda cedo para avaliações mais fundamentadas, Ricardo não tem dúvida: “estamos muito surpreendidos com a qualidade dos vinhos desta colheita de 2018, sobretudo nos Porto. Os vinhos têm uma cor fechada, com boa fruta e mostram uma grande estrutura; são tudo muito boas notícias para o futuro” disse. O brilho nos olhos também não deixava antever outra afirmação.

Leia toda a crónica de João Paulo Martins para a revista Vinho Grandes Escolhas, aqui!
Partilhar:
Imagem Principal 1
Catalogo
Catalogo
Catalogo
Catalogo
Catalogo
Catalogo
Catalogo
Catalogo
Catalogo
Catalogo
Catalogo
Catalogo
Catalogo
Catalogo
Catalogo
Catalogo
Catalogo
Catalogo
Catalogo
Catalogo
Catalogo
Catalogo
Catalogo
Catalogo
Catalogo
Catalogo
Catalogo
Catalogo
Catalogo
Catalogo
Catalogo
Catalogo
Catalogo
Catalogo
Catalogo
Catalogo
Catalogo
Catalogo
Catalogo
Catalogo
Catalogo
Catalogo
Catalogo
Catalogo
Catalogo
Catalogo
Catalogo
Catalogo
Catalogo
Catalogo
Catalogo
Catalogo
Catalogo
Catalogo
Catalogo
Catalogo
Catalogo
Catalogo
Catalogo
Catalogo
Catalogo
Catalogo
Catalogo
Catalogo
Catalogo
Catalogo
Catalogo
Catalogo
Catalogo
Catalogo
Catalogo
Catalogo
Catalogo
Catalogo
Catalogo
Catalogo
Catalogo
Catalogo
Catalogo
Catalogo
Catalogo
Catalogo
Catalogo
Catalogo
Catalogo
Catalogo
Catalogo
Catalogo
Catalogo
Catalogo
Catalogo
Catalogo
Catalogo
Catalogo
Catalogo
Catalogo
Catalogo
Catalogo
Catalogo
Catalogo
Catalogo
Catalogo
Catalogo
Catalogo
Catalogo
Catalogo
Catalogo
Catalogo
Catalogo
Catalogo
Catalogo
Catalogo
Catalogo
Catalogo
Catalogo
Catalogo
Catalogo
Catalogo
Catalogo
Catalogo
Catalogo
Catalogo
Catalogo
Catalogo
Catalogo
Catalogo
Catalogo
Catalogo